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Dinâmica para receber e integrar os novos alunos

Este post também é uma republicação do Blog do Felipe Bandoni, autor do texto a seguir.
Achei apropriado pois em breve estaremos retornando às aulas. Aqui em Savador temos no mês de junho um recesso de 15 dias por conta das festas juninas e este ano somado a este teremos mais 15 dias de recesso em função da Copa do Mundo de Futebol.
Dessa forma estaremos retornando após trinta dias para dar inicio a um novo semestre letivo.
Como todos nós sabemos a infrequência e evasão de alunos na EJA é muito grande, dessa forma iniciar as aulas com uma dinâmica de integração é bastante apropriado.
No inicio do ano letivo utilizei algumas dinâmicas bem legais   que compartilharei com vocês em outro momento.

Espero que gostem da dica de Felipe.



Aperto de mãos. Apresentação dos alunos de EJA. Blog. Crédito: SXC.HUNos primeiros dias de aula, os professores da minha escola se preocupam em promover atividades para recepcionar os alunos e promover a integração das novas turmas que se formam. A ideia é darmos uma oportunidade para que os alunos se apresentem, conversem um pouco e quebrem o gelo que caracteriza este início de trabalho.
Além das iniciativas coletivas, eu também organizo um momento como esse dentro das minhas aulas. Vou contar minha experiência com uma atividade que talvez muitos conheçam, mas que tem tido resultados muito bons com meus alunos da EJA: a atividade da teia. Quem sabe ela não te inspira a realizar algo semelhante com seus alunos?
O único material necessário é um rolo de barbante.
O procedimento é o seguinte: em um espaço aberto (que pode ser dentro da sala mesmo, com as carteiras afastadas, ou em um pátio), eu e os alunos formamos um círculo. Entrego o rolo de barbante para um dos alunos e peço que ele diga seu nome, jogue o rolo para outra pessoa e diga o que ele deseja para este colega naquele semestre. Antes de lançar o rolo, ele segura em sua mão a ponta do barbante.
O próximo aluno repete o procedimento, sempre segurando o barbante e jogando o rolo para outro colega (que esteja, de preferência, distante dele no círculo), até que todos participem. Ao final, forma-se um emaranhado de fios com todos os alunos (e eu mesmo) segurando o barbante.
Já realizei essa atividade algumas vezes e o início dela é sempre marcado pela timidez dos alunos, especialmente dos que são novos na escola. No entanto, à medida que o rolo de barbante vai passando de mão em mão, o clima vai se descontraindo e os alunos vão se soltando. Os “desejos para o semestre” expressos por eles costumam ser sempre muito positivos:
“Desejo que você aprenda muito!”
“Espero que você tire notas muito boas!”
“Tomara que você faça muitos amigos nesta escola!”
Quando todos os alunos estão segurando no barbante, peço que digam o que aquele emaranhado de fios representa para eles. As declarações são muito interessantes:
“O fio representa a ligação entre os alunos.”
“O barbante é como o conhecimento, que vai passando de pessoa para pessoa.”
“Mostra que todos na classe estão unidos.”
“Significa que os professores estão junto com a gente.”
“É como aquela rede dos bombeiros; se alguém cai, os outros seguram.”
Estimulo que os alunos comentem as declarações uns dos outros. Acho particularmente interessante essa ideia do apoio dos colegas, uma vez que sempre vêm à tona as dificuldades que enfrentam para frequentar a escola e como o amparo dos amigos que passaram (ou passam) por situações semelhantes é importante para ajudar a superá-las.
Aqui cabe uma confissão. Participei inúmeras vezes dessa mesma dinâmica em cursos de formação de professores e confesso que já achava a atividade “muito batida”. Toda vez que alguém a propunha eu pensava: “de novo”?
Por isso, hesitei um pouco em utilizá-la com meus alunos. No entanto, percebi que ela é novidade para a imensa maioria e é incrível o impacto positivo que produz na consolidação do grupo. Vários estudantes já me relataram que ela foi importante para promover a união da classe e que as declarações feitas ali são lembradas por eles em outros momentos. A positividade e a união produzidas naquela teia acabam ecoando em muitas outras atividades, especialmente nas que envolvem trabalho em grupo. Além disso, sabemos que a evasão é um dos principais problemas vivenciados na EJA e penso que esse tipo de integração com o professor e com a turma pode ajudar a motivar o estudante a permanecer na escola.
E você, professor, também realiza alguma atividade para recepcionar seus alunos da EJA e integrar a turma? Compartilhe-a com a gente!
Fonte:

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Dicas para um professor novato na EJA

O texto a seguir foi retirado de um dos Blogs da Revista Nova Escola. Este Blog é totalmente dedicado à EJA e tem textos bem interessantes para refletirmos sobre nossa prática. Vale a pena conferir clicando no link ao final da página (fonte).

Boa Leitura!


Aula de alfabetização de jovens e adultos no Centro Municipal de Educação do Trabalhador Paulo Freire
Para a maioria dos professores, dar aulas na Educação de Jovens e Adultos acontece “meio sem querer” na carreira. No período de atribuições de aulas, é comum que alguns professores não consigam completar a carga horária, como dizemos no jargão das escolas. E aí, aparecem as aulas de EJA para fechar melhor o horário do professor.
Foi esse o seu caso? Para mim, foi uma opção, mas conheço professores que iniciaram “meio sem querer” e depois se tornaram excelentes docentes da EJA.
Muitas vezes, o professor novato nessa modalidade de ensino costuma se preparar da mesma maneira como faz para o ensino regular. E então podem aparecer muitas surpresas.
Como contei a vocês no post anterior, minha experiência no primeiro dia de aula foi marcante e apontou como esse trabalho seria interessante e cheio de desafios! O que quero enfatizar é o seguinte: a EJA tem peculiaridades que não podem ser esquecidas.
Pensando nisso, preparei esta lista com dicas que podem ser úteis para um iniciante na EJA:
Reserve bastante tempo para explicar a proposta de cada aula. Na EJA, você pode encontrar alunos retornando à escola depois de muito tempo ou que estejam pela primeira vez em uma sala de aula. Portanto, embora algumas atividades sejam muito frequentes no cotidiano escolar, os alunos da EJA podem não conhecê-las. A atividade que pede ao aluno para “preencher as lacunas”, por exemplo, é velha conhecida dos estudantes regulares, pois aparece desde as primeiras séries do Fundamental, mas é possível que alunos da EJA ainda não tenham tido contato com ela. Nesse caso, mesmo o vocabulário do enunciado precisa ser esclarecido. Outro exemplo de tarefa que precisa ser bem explicada é o ato de resolver questões em uma folha e passar as respostas para um gabarito.
Preocupe-se com os procedimentos escolares. Esta dica complementa o item anterior. Como vários alunos não têm familiaridade com esses afazeres, ensine aqueles que você julga importante. Isso é mais natural para os professores polivalentes do Fundamental 1, mas poucos professores especialistas dão importância a esse aspecto (aliás, isso vale também para o ensino regular). Alguns exemplos do que pode ser necessário explicar aos alunos: buscar palavras no dicionário, organizar uma tabela, copiar esquemas da lousa etc.
Preste atenção ao ritmo da turma. Se você já tem experiência com sala de aula, quaisquer que sejam os alunos, já sabe que cada turma tem o seu ritmo. Acho que um bom começo é imaginar que uma atividade para EJA costuma tomar mais tempo que no ensino regular, justamente porque muitos alunos não estão familiarizados com os procedimentos escolares e, por isso, podem demorar para encontrar uma página no livro, copiar uma questão da lousa ou construir uma tabela. Nas primeiras atividades que propuser, fique atento ao tempo de duração de cada atividade para ajustar o planejamento das aulas seguintes.
Prepare-se para os alunos rápidos. É muito grande a chance de que você tenha alunos com ritmos variados. Se por um lado é preciso garantir que todos tenham tempo suficiente para realizar as tarefas, por outro é necessário propor outros desafios para que os que já têm desenvoltura avancem mais. Comece verificando se esse aluno mais rápido executa a tarefa com qualidade. Se não for o caso, peça que ele melhore os detalhes da tarefa, como ortografia ou acabamento. Se for, tenha sempre uma atividade extra, relacionada ao assunto, já preparada para os alunos mais rápidos.
Cuidado com a infantilidade. Tenha em mente que algumas atividades que se encaixam bem no ensino regular soam infantis para a EJA. Especialmente no Ensino Fundamental, várias propostas são adequadas para crianças e adolescentes, mas não para adultos. Esse é o caso de muitos jogos, por exemplo.
E você, leitor, tem alguma dica para ajudar nossos colegas novatos? Ou você chegou a este post justamente por que está começando na EJA e ainda tem muitas dúvidas?
Felipe Bandoni de Oliveira



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Marcos de Aprendizagem

Numa das postagens anteriores sobre a EJA disponibilizei os saberes  para os tempos de aprendizagem que são os marcos(habilidades, descritores, etc) usados atualmente na Rede Municipal de Ensino de Salvador - BA onde moro e trabalho.
Dando continuidade e visando nortear o trabalho dos profissionais que atuam com a EJA vou disponibilizar também os marcos que compunham a caderneta antiga e mais a matriz curricular 










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EJA e o Ensino da Língua Portuguesa ....

O texto a seguir, na minha opinião explica de forma clara e coerente o que é o ensino de Língua Portuguesa, para os alunos da EJA.
 O texto não é de minha autoria, foi retirado de um dos pouquíssimos blogs que encontrei dedicado a essa modalidade de ensino.
Os créditos se encontram ao final do texto.

 EJA e o Ensino da Língua Portuguesa ....
  Concebendo os adultos pouco escolarizados como indivíduos ativos e cognoscentes, em interação com o mundo letrado ao seu redor, criando recursos diversos de interpretação, para lidar com as representações da língua, torna-se realmente impossível considerá-los analfabetos. De formas variadas, todos possuem conhecimentos sobre a escrita como representação da língua.
  As investigações  sobre o processo de desenvolvimento e aprendizagem monstram que adultos não alfabetizados possuem em conhecimentos sobre a escrita e sua função, mesmo sem passarem por um processo de escolarização, apresentando, às vezes, na linguagem oral características da linguagem escrita (discurso letrado).
  É através do processo de interação com a sociedade letrada que adultos poucos escolarizados podem produzir e reconhecer o sistema de escrita e os diferentes tipos de textos. 
  Saber escrever não se limita à aquisição do sistema notacional, inclui uma gama de representações, relacionadas a diferentes conteúdos. A escrita é entendida como sistema de notação e meio de comunicação, com dupla propriedade: formal e instrumental.
  A propriedade formal está relacionada à escrita como sistema notacional (características, sintaxe, semãntica, etc.). A propriedade instrumental refere-se ao uso da escrita em situações e com objetivos específicos.
  Nessa perspectiva, a leitura não pode ser reduzida a um processo de decodificação. No processo de leitura, pensamento e linguagem atuam em transações em que o leitor busca significado no texto.
  Por isso os textos a serem trabalhados na EJA,precisam ter significado em sua vida diária. Não se permite utilizar textos infantis com turmas de jovens e adultos que trabalham, tem família etc..
  A capacidade de interpretar e aprender com os textos está diretamente ligada àquilo que o indivíduo conhece antes da leitura. As características do leitor são tão importantes como as do texto. Através de seus conhecimentos, pode utilizar estratégias de inferência, complementando as informações do texto que não estão explícitas e antecipando outras que se farão explícitas.
  O Ensino da Língua Portuguesa deve ter como finalidade o desenvolvimento da capacidade de representação e comunicação, ou seja, da competência textual (capacidade de interpretar e produzir textos orais e escritos de uso social) para satisfazer necessidades pessoais do indivíduo e para acesso e participação no mundo letrado.

Marta Durante      


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EJA - SABERES

Como disse na postagem anterior é muito dificil encontrar material adequado para Educação de Jovens e Adultos na internet. No municipio onde trabalho a EJA sofreu uma alteração na sua nomenclatura e em nosso diário de classe, que por sinal até então ainda não chegou, está na gráfica(segundo a secretaria municipal de ducação)  e pelo visto vai demorar talvez o ano inteiro a chegar...
Dessa forma foi disponibilizada  uma versão online dos marcos de aprendizagem que integrarão a nova caderneta para que cada escola possa organizar seus planos bimestrais.
Vou disponibilizar esse material e aos poucos disponibilizarei os planos que construí para o meu segmento. No entanto preciso esclarecer alguns pontos:


  • EJA em Salvador está dividido em EJA1 e EJA2.
  • EJA 1 equivale ao ensino fundamental 1 e EJA 2 ao ensino fundamental 2
  • As séries correspondentes ao EJA 1(na verdade ciclos de aprendizagem) são TAP1, TAP2 e TAP3
  • TAP = TEMPO DE APRENDER
Creio que agora ficou um pouco mais fácil de entender as nomenclaturas. 
Eu atuo com o segmento de TAP3 o que corresponde ao 4º e 5º ano do Ensino fundamental.
TAP 1 equivale as turmas de alfabetização.
TAP 2 equivale as turmas de 1º e 2º ano.
O material compartilhado contem os saberes(marcos de aprendizagem) dos TAPS 1, 2, e 3 cabendo ao professor subdividi-los por bimestre letivo, acrescendo os objetivos, coneúdos e estratégias que pretendem usar com suas turmas.
Segue o modelo d plano anual ou melhor bimestral o compendio dos quatro planos bimestrais formará o anual, conforme a orientação de minha coordenadora pedagógica da EJA, no entanto creio que vcs poderão adaptá-lo as suas necessidades. 
Espero que o material seja útil.
Beijocas

CLIQUE AQUI



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A EJA ESTÁ ESQUECIDA!

Estava aqui pensando de que forma eu retornaria as postagens do Blog, que assunto tratar; então resolvi , como sempre tomar as minhas necessidades como profissional a base dessa primeira postagem. O Caixinha Mágica de Idéias foi idealizado e construído a princípio como uma ferramenta de auxilio a minha prática...um repositório de ideias, atividades e sugestões para serem usados em minhas classes. Atualmente sou uma profissional de 60h: Coordenação pedagógica, professora de Ensino Fundamental (em 2014, trabalhando com o 2º ano) e a noite com Jovens e Adultos.
A vida virou um corre-corre, eis a falta de tempo, o cansaço excessivo e a falta de ânimo. Muitas colegas tem jornada de trabalho igual a minha e até maior, com filhos, esposo e casa para dar atenção, no entanto, cada um único e sabe "onde lhe aperta o sapato", para mim tem sido bastante difícil e a necessidade financeira impossibilita no momento o meu regresso a jornada de 40h, que já é uma meta em minha vida, embora ainda um pouco distante.
Voltando ao assunto, comecei a organizar mentalmente o que necessito fazer para meu regresso ao trabalho: quais planejamentos, que atividades, que textos usar... e diferente das outras vezes resolvi priorizar minha turma do EJA (Eucação de Jovens e Adultos) que aqui no município virou SEJA(Segmento de Jovens e Adultos) e agora virou TAP(Tempo de Aprender)- A cada novo governo municipal uma nova nomenclatura e os velhos problemas de sempre.
Revendo o Caixinha percebi que sempre acabo priorizando as atividades infantis e bem pouco contemplei os adultos.
Fiz uma busca na internet e constatei que o problema é geral, quase não se encontra material para esse segmento. As coisas dispostas na internet são repetitivas e muitas de coleções já defasadas.
Na escola onde trabalho as professoras costumam construir suas próprias atividades e se fosse posta-las aqui com certeza teríamos um arcabouço de muita criatividade e utilidade para os professores da EJA. Infelizmente não tenho como fazê-lo..mas resolvi recomeçar as postagens do Blog com alguns materiais que tenho e prometo de agora em diante sempre que possível colocar algum material dedicado a EJA. Para o público infantil existe uma infinidade de blogs com atividades maravilhosas...então vamos pensar um pouco mais no Segmento de Jovens e Adultos que já é tão marginalizado pelos poderes públicos chegando a beirar a extinção.
Então, é isso aí...acompanhem as próximas postagens que serão todas dedicadas à EJA e por favor comentem expressando opiniões, crítica e sugestões...Os comentários de vocês (mesmo não podendo responder a todos) são o ponto norteador de meu trabalho com o Caixinha.
Beijocas


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Tentando não abandonar o blog

Boa tarde

Pessoal  cada dia que passa se torna mais difícil pra mim atualizar o meu bloguinho amado.
Em abril último passei por uma nova cirurgia, continuo trabalhando muito e mal tenho tempo para dormir... uma loucura.. Falta tempo e disposição para pesquisar, escanear materiais, garimpar a internet...
O blog esta hiper desatualizado ...não consegui nem postar atividades com o tema da copa... nem outras datas significativas. Um horror! 
O Bloguinho fez aniversario e nem postei uma mensagem, perdi contato com todas as minhas amigas blogueiras e sequer respondi os comentários dos visitantes.
 Pensei inclusive em excluir o caixinha, mas isso seria apagar uma história...além disso tem muito material aqui que serve para ajudar as pessoas que ainda o acessam. Estou de férias e nesse mês quero aproveitar para postar algumas coisinhas...para não deixar o meu amado blog morrer.
Aos pouquinhos.. vou voltando pessoal e ...quem sabe...dessa vez para ficar.
beijos 
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Regresso

Bom dia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Há muito tempo não venho aqui e não posto nenhuma novidade...Muitas coisas aconteceram... excesso de trabalho...cirurgia...doença em família...2014 chegou e com ele a esperança de retomar esse trabalho que tanto amo... vamos retornando aos pouquinhos e com muito carinho.Quero agradecer aos amigos seguidores que não nos abandonaram durante esse tempo...Beijos e meu muito OBRIGADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


A cigarra e as duas formigas, fábula infantil de Monteiro Lobato

A cigarra e as duas formigas, fábula infantil de Monteiro LobatoHouve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas. Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas. A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém. Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu - tique, tique, tique... Aparece uma formiga, friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
- Que quer? - perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
- Venho em busca de um agasalho. O mau tempo não cessa e eu...
A formiga olhou-a de alto a baixo.
- E o que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois de um acesso de tosse:
- Eu cantava, bem sabe...
- Ah! ... exclamou a formiga recordando-se. Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
- Isso mesmo, era eu...
- Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de

A cigarra e a formiga má

Já houve entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta. Foi isso na Europa, em pleno inverno, quando a neve recobria o mundo com o seu cruel manto de gelo. A cigarra, como de costume, havia cantado sem parar o estio inteiro, e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde abrigar-se, nem folhinhas que comesse. Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou - emprestado, notem! - uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo o permitisse. Mas a formiga era uma usuária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres.
- Que fazia você durante o bom tempo?
- Eu... eu cantava!...
- Cantava? Pois dance agora... - e fechou-lhe a porta no nariz.
Resultado: a cigarra ali morreu estanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. Ë que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usurária morresse, quem daria pela falta dela?

Texto para o Dia dos Pais


Texto para o Dia dos Pais


Papai, meu amigo, estou feliz por você,
por este dia tão especial a ti dedicado.
Parabéns pai, feliz dia dos pais. Amo você.

Que sabe estar presente com seu carinho,
com sua força e apoio.
Obrigada por tudo, meu pai, que Deus lhe abençõe.

Paai assim, com seu carinho, com esse grandioso coração,
merece mesmo respeito, amparo e luz.

Um beijo querido amigo, meu mestre, meu protetor,
meu gui amoroso e muito sincero.
Ser sua filha, é muito fácil meu pai, pois seu jeito especial,
de ser, traz o seu sorriso de cada dia.

A força especial para seguir e buscar a vitória.

Obrigada por tudo papai, mas especialmente
por sua presença amiga ao meu lado, em qualquer situação.
Meus parabéns por este dia merecido, o dia dos pais.

Amo você, meu pai, meu amigo..
Que esta data se repita por muitas vezes na sua jornada,
que certamente sempre estará amparada por Deus.

Um grande beijo de sua filha

Fábula Infantil: A raposa e as uvas, de Monteiro Lobato

Fábula Infantil: A raposa e as uvas, de Monteiro Lobato

Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente.

Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas.

Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:

- Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desce essas uvas eu não comeria.

Às vezes deixamos de aceitar ou corrigir nossas deficiências, assim como a Raposa inventou que as uvas estavam verdes e azedas, e começou a desdenhar o que não se conseguiu conquistar.



Os textos dessa postagem foram retirados do Blog da Gi Barbosa! Perfeitos!!!!!
Quer mais? Clique aqui e aproveite para conhecer o belo trabalho da Gi.

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Mais textos














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A CUMBUCA DE OURO

: Atividades : _____/______/______

1)- Leia o Texto:

A CUMBUCA DE OURO
Um homem rico e outro muito pobre eram amigos e, por brincadeira, andavam sempre a pregar peça um ao outro. Certa vez , o pobre pediu ao rico um pedaço de terra. _ quero fazer uma roça, plantar milho e feijão. O rico não negou a terra. Mas não quis também perder a oportunidade de pregar uma peça no amigo. Deu-lhe, pois, o cantinho menos fértil que encontrou. Então, tentando cavar o chão duro, o pobre gritou para a mulher: _ Veja só, Maria encontrei aqui uma cumbuca cheia de ouro! _ Marido, que fortuna! Mas não é nossa... Na verdade, muito honestos, foram levar ao amigo rico o ouro que estava no terreno dele. O rico pulou de contente! _ Deixe lá a cumbuca, compadre, disse ele. Talvez eu lhe dê um pouquinho do ouro. O rico tentava enganar o pobre, pois consigo mesmo, pensava em ficar com tudo. E foi correndo para o mato. Deixa estar que a cumbuca era encantada. Mal o rico chegou, virou casa de marimbondos. _ Eles me pagam, os marotos, vou pregar-lhes também outra peça. Foi à casa do amigo pobre e de fora gritou: _ Compadre, abra uma bandinha da janela! Foi logo atendido Zupt! Lá se foi a casa de marimbondos pela brecha. _ Feche a janela depressa! Continuou o rico. Mas, batendo no chão, os marimbondos transformaram-se outra vez em moedas de ouro. Tlim... Tlim... faziam elas caindo no chão. O rico desconfiou: _ Abra bem a porta, compadre! _ Ah! Não posso, que os marimbondos estão me matando! - respondeu o pobre. E foi assim que o pobre ficou rico e o rico com cara de bobo.

MONTEIRO, Lobato. Histórias de Tia Anastácia.
São Paulo:Brasilense, 1979.


1- Escreva o pedido que o pobre fez ao rico.

2-Quando o homem pobre se dirigiu à sua esposa, o que ele disse? Copie.

3-Quando o homem pobre se dirigiu à sua esposa, o que ele disse? Copie.

4- “Deixe lá a cumbuca compadre.” Quem disse a frase?

( ) pobre. ( ) rico.

5- Qual era o segredo da cumbuca?

6- O que tinha dentro da cumbuca?

7 - Por que o homem rico correu para o mato?

O Sobrenome de Joana

O Sobrenome de Joana

Se pelo menos eu tivesse conservado meu sobrenome, suspirava sua mãe em dolorido lamento. Joana, quando criança, ouvia essa reclamação muitas vezes. Dolorido e explicável lamento: a mãe era uma mulher submissa, maltratada pelo marido. Em conseqüência, muito cedo, pensando na mãe, Joana decidiu: manteria o sobrenome de solteira, como só casaria com um homem que adotasse seu sobrenome.
Logo as oportunidades começaram a aparecer, bonita, inteligente, ela atraía a atenção dos rapazes. Proposta matrimonial não lhe faltava, até de jovem muito interessante.
O primeiro pretendente sério foi o Marcelo. Rapaz trabalhador, queria casar. Joana, depois de um namoro morno, disse que aceitava a proposta, mas com aquela condição. Marcelo teria de adotar o sobrenome dela. Coisa que o rapaz rejeitou. Romperam o namoro ali mesmo, ao lado de uma parede de pedra.
O segundo foi Bruno, não tão sério quanto Marcelo, porém mais inteligente. Namoraram algum tempo, ele propôs o casamento, de noite, ao sair. Suando, ouviu a exigência dela, vacilou; não lhe agradava aquilo, mas fez uma contraproposta: casariam e cada um conservaria seu sobrenome. Nada feito, retrucou Joana.
O terceiro foi Arlindo, não tão inteligente quanto Bruno, mas muito mais afetivo. Desta vez foi Joana quem levantou o assunto: quando a gente se casar, disse, eu quero que você adote meu sobrenome. Ele olhou-a espantado: a verdade é que nunca cogitara isso. Viver juntos, tudo bem; casamento nem pensar. Ela, então, após muitas lágrimas, com os olhos vermelhos de choro, mandou-o embora, indignada.
Agora, faz tempo que está sozinha, mas tem observado com interesse um colega de escritório. Homem trabalhador, esforçado, inteligente, afetivo. Marido ideal. Problema: ele e ela têm o mesmo sobrenome, Silveira. Se casarem, esse Silveira será o sobrenome dela ou dele? Se for o caso, ela não quer nem saber.
(Moacy Scliar. Folha de São Paulo, 21.03.05. Adaptado)

A escolinha do mar

A escolinha do mar
Ruth Rocha

A escola de Dona Ostra fica lá no fundo do mar.
Nesta escola, as aulas são muito diferentes.
O Doutor Camarão, por exemplo, dá aulas aos peixinhos menores.
_ Um peixe inteligente presta atenção aquilo que come. Não come minhoca com anzol dentro. Nunca!
O peixe elétrico ensina a fazer foguetes.
_ Quando nosso foguete ficar pronto, vamos a terra. Os homens não vão a lua? Então nós vamos a terra!
O maestro Villa Peixes ensina aos outras lindas canções:
Como pode peixe vivo
viver fora de água fria?...
Os alunos desta escola não são apenas peixes. Há, por exemplo, Estela, a pequena estrela-do-mar tão graciosa, que é a primeira aluna da aula de balé.
Há Lulita, a pequena lula, que é a melhor em caligrafia, porque já tem dentro dela pena e tinta. E há o Siri, que só sabe andar de lado, por isso nunca acompanha a aula de ginástica.
Mas nem todos os alunos são comportados.
Quando o professor Camarão se distrai, escrevendo na concha, Peixoto, o peixinho vermelho solta bolhas tão engraçadas que os outros alunos riem, riem...
O professor Camarão se queixa:
_ Estes meninos estão ficando muito marotos, fazem estripulias nas
minhas barbas!

1. Complete
a) O título do texto é: _______________________________________________
b) A autora se chama: _______________________________________________
2. Responda
a) Onde fica a escola de dona Ostra?
R: ______________________________________________________________

b) Como são as aulas nesta escola?
R: ____________________________________________________________

c) O que o Doutor camarão diz aos peixinhos menores?
R: ________________________________________________

d) O que ensina o peixe elétrico?
R: ________________________________________________

e) Quem ensina as canções?
R: ________________________________________________

f) Escreva o nome dos alunos que não são peixes:
__________________________________________________

3. Marque somente as frases que estão de acordo com a história:
a) ( ) Na escola de dona ostra os alunos são todos peixes.
b) ( ) Estela, é a primeira aluna de caligrafia.
c) ( ) O doutor Camarão da aula para peixinhos menores.
d) ( ) O siri é um aluno da escola.
e) ( ) Lulita, a pequena Lula, é aluna de balé.



4. Dê sua opinião:
a) O que você acha desta escola?
R: _________________________________________________

b) Por que o doutor Camarão pede atenção?
R: _________________________________________________

A Menina que Não Era Maluquinha

A Menina que Não Era Maluquinha
RUTH ROCHA
Maluquinha, eu?

Eu não! Não sou nenhuma maluquinha!

Quem me pôs esse apelido foi aquele menino de casacão e panela na cabeça.

Ele me botou esse apelido quando eu fui brincar na casa do Mauricinho.

Eu nem queria ir.

Mas a mãe dele telefonou pra minha mãe, ela disse que o Mauricinho era muito tímido e que ela queria que ele brincasse com umas crianças mais... Não sei o que ela disse, acho que ela queria que ele brincasse com umas crianças mais descoladas...

E aí minha mãe me encheu um pouco e eu acabei indo.

A gente chegou na casa do Mauricinho e foi logo almoçar.

E depois do almoço a mãe dele botou a gente pra fazer a lição.

Eu não me incomodo de fazer lição logo depois do almoço, porque eu fico logo livre.

Mas a mãe do Mauricinho começou a fazer uns discursos sobre responsabilidade e coisa e tal, que a gente já era grandinha e tinha que cumprir com os compromissos... Um saco!

Eu tô careca de saber disso!

E então eu fiz minha lição correndo e o Mauricinho ficou lá toda a vida, ele não acabava mais de fazer a lição dele.

Aí eu comecei a rodar pela casa até que encontrei um gato.

Gato não, gata. Chamava Pom-pom. Ou era Fru-fru... Ou era Bom-Bom, sei lá.

E eu peguei a gata e ela estava meio fedida.

Então eu resolvi dar um banho nela. Gato não gosta de banho, vocês sabem.

Mas meu avô tinha me contado que quando ele queria dar banho no gato ele botava o bicho dentro da banheira e ele não conseguia sair e meu avô dava banho à vontade!

Mauricinho tinha um banheiro dentro do quarto dele.

Quando eu fui chegando perto da banheira a gata arrepiou toda e eu joguei ela bem depressa lá dentro e tapei o ralo e enchi de água.

E esfreguei a gata todinha com um shampoo todo perfumado que tinha lá e eu estava achando que todo mundo ia gostar de ver a gata toda limpinha. A gata estava muito infeliz e ela miava miaaauuu... e tentava sair do banho, mas meu avô tinha razão: ela arranhava a parede da banheira, mas não conseguia sair.

Mas acho que aí caiu shampoo no olho da gata, porque ela deu um pulo e agarrou na minha roupa e conseguiu pular fora e saiu correndo, espalhando espuma de shampoo por todo lado e nisso a mãe do Mauricinho vinha chegando e levou o maior susto e caiu sentada e a gata continuou correndo e assustando todo mundo e respingando tudo de espuma.

Eu não sei quem estava mais assustado: se era o Mauricinho, a mãe dele, a gata, ou se era eu.

Eu corri atrás da gata, mas ela pulou pela janela, atravessou o jardim, saiu pela rua e eu atrás.

Só que no meio da rua estava a turma daquele menino, aquele da panela na cabeça, e a gata passou pelo meio deles todos e eu atrás!

E eles levaram o maior susto, cada um correu para um lado, e atrás de mim vinha a mãe do Mauricinho e o Mauricinho e a cozinheira e o jardineiro todos correndo e gritando e eu resolvi correr para a minha casa e me esconder lá.

Mas no dia seguinte... a escola toda já sabia da história e aquele menino, aquele da panela na cabeça começou a me chamar de maluquinha...

Mas eu não sou maluquinha, não! Só se for a vó dele!

MEU IRMÃOZINHO ME ATRAPALHA

MEU IRMÃOZINHO ME ATRAPALHA

Eu tenho um irmãozinho que se chama Pedro. A gente chama ele de Pedrinho. Ele é bem bonitinho e eu gosto muito dele. Acho que eu gosto.

Antes que ele nascesse eu vivia chateando a minha mãe pra ela me arranjar um irmãozinho. Eu até andava pra trás, porque quando uma criança anda pra trás, é porque ela vai ganhar um irmãozinho.

E fui eu que escolhi o nome dele: Pedro, que é o nome do meu melhor amigo. E no dia que ele nasceu, eu fui no hospital visitar minha mãe e meu pai botou ele no meu colo! E ele era tão pequenininho! Eu até achei que eu tinha que tomar conta dele sempre!

Mas às vezes, meu irmãozinho me atrapalha!
Ele é muito pequeno e não sabe brincar das coisas que eu sei!
E ele se mete nas minhas brincadeiras e atrapalha tudo!

E a minha mãe fica me enchendo, que ela quer que eu leve ele pra todo lugar que eu vou: pra brincar na areia, pras festas de aniversário, pra ir ao shopping com meu pai.

Quando a gente sai na rua, todo mundo fica dizendo:
“Que bonitinho!”
“Que engraçadinho!”
Eu não acho graça nenhuma, que eu quero andar depressa e ele não sabe andar depressa...

E se eu quero comprar alguma coisa a minha mãe diz:
“Você já ganhou um presente hoje! Agora é a vez do Pedrinho!”

Antigamente, meu pai me contava uma história, antes de dormir.
Mas agora, ele não quer fazer barulho, pro Pedrinho não acordar!

Então ele me leva pra sala, pra contar histórias, e eu acabo dormindo no sofá!

E os meus tios e os meus primos, quando eu chego na casa da vovó, só ficam brincando com o Pedrinho e não ligam mais pra mim...

E quando o Pedrinho fica doente? Todo mundo só quer saber dele, só manda eu ficar quieto, pra não acordar ele, e todo mundo traz presentes pra ele e esquece de me trazer presentes...

Mas no outro dia eu estava um pouquinho doente. Aí minha mãe nem foi trabalhar pra ficar comigo e a minha tia passou o dia todo me agradando e meu pai me trouxe um monte de brinquedos.
É! Aquele dia foi bom!

Também foi bom no outro dia, quando a vovó veio lá em casa, e todo mundo estava fazendo festa pro Pedrinho, e ela disse:
“Eu quero é ver o Miguel! Que eu gosto muito do Miguel!”
Aí minha avó me pegou no colo, me contou um monte de histórias e disse que eu já estava ficando muito grande e muito bonito!
Ela até falou que ela gostava de brincar comigo, porque eu sei brincar de uma porção de coisas, que o Pedrinho ainda não sabe.

E quando meu amigo veio na minha casa e disse que não queria brincar com o Pedrinho que ele era chato, eu fiquei louco da vida e disse que meu irmão não era chato, nada! Só se fosse o irmão dele!

Porque o Pedrinho é bem bacana!
Ele anda de um jeito diferente, e ele fala umas coisas engraçadas. Ele brinca comigo de carrinho e de pegador e a gente joga bola junto

E eu boto ele no carrinho de brinquedo e empurro pela casa toda, e ele ri muito e eu também.

Está certo que às vezes criança pequena atrapalha.
Mas também, às vezes, criança pequena é bem divertida!
E sabe de uma coisa?
Eu não acho que eu gosto dele.
Eu sei que eu gosto muito, muito mesmo do meu irmãozinho!

MEUS LÁPIS DE COR SÃO SÓ MEUS

MEUS LÁPIS DE COR SÃO SÓ MEUS

A Lulu estava muito contente naquele dia.
É que era o dia do aniversário dela.
Quando ela chegou da escola já encontrou a mamãe preparando a festa.

O bolo já estava pronto, os brigadeiros, as balas e os pirulitos.
O papai estava enchendo as bolas e a tia Mari estava botando a mesa na sala.
Todos almoçaram na cozinha para não atrapalhar as arrumações.

Então Lulu tomou banho e vestiu sua roupa nova, que a mamãe tinha comprado para ela. E se arrumou toda e a mamãe botou nela um pouquinho de água de colônia.

O primeiro convidado que chegou foi o priminho da Lulu, o Miguel.
Depois chegou a Taís, o Arthur e o Caiã e todos os colegas do colégio.

E ficaram todos brincando no jardim.

Aí todos entraram para abrir os presentes.

Depois foram soprar as velinhas e cantar parabéns.

Lulu gostou de todos os presentes, mas o que ela mais gostou foi da caixa grande de lápis de cor que se abria feito uma sanfona e que tinha todas, mas todas as cores, mesmo.

Depois que todos foram embora a Lulu foi dormir e ela até botou a caixa de lápis de cor do lado da caminha dela.

Então, logo de manhã, a Lulu já se sentou na mesa da sala, pegou o bloco grande de desenho e começou a fazer um desenho bem bonito, com seus novos lápis. Aí chegou o Miguel, que veio passar o dia com ela.

Ele se sentou junto da Lulu e disse que também queria desenhar.
Mas Lulu não quis nem por nada emprestar os lápis a ele.
- Os meus lápis de cor são só meus! – ela disse.

A mãe de Lulu ficou zangada:
- Que é isso, minha filha? Os dois podem desenhar muito bem. Empreste os lápis para o seu primo!
Mas o Miguel já estava enjoado dessa conversa, e foi para fora andar de bicicleta.

A Lulu desenhou casinhas e desenhou bonecas e desenhou um pato e um elefante. E pintou todos os desenhos com seus lápis novos e mostrou para a mamãe. Mamãe disse que estavam todos ótimos, mas que ela guardasse os desenhos e os lápis que ela precisava preparar a mesa para o almoço.

A Lulu juntou todos os lápis, mas, em vez de guardar na caixa, que é o melhor jeito para se guardar lápis, ela botou os lápis em cima do bloco e foi para o quarto, equilibrando tudo.

Ela foi subindo as escadas, subindo as escadas, até que já estava chegando lá em cima, quando ela perdeu o equilíbrio e deixou os lápis caírem todos escada abaixo. Os lápis rolaram pela escada e foram batendo, batendo, batendo nos degraus.

A Lulu desceu as escadas e viu que todas as pontas dos lápis estavam quebradas. Então ela começou a chorar, que os lápis estavam estragados e que nunca mais ela ia poder desenhar. O Miguel, que estava brincando lá fora, veio correndo apara ver o que tinha acontecido.

Então ele disse à Lulu:
- Não chore não, Lulu, eu vou buscar meu apontador lá em casa e eu aponto todos os seus lápis. E ele foi e logo ele chegou com o apontador.

O Miguel apontou todos os lápis da Lulu.
Então a Lulu convidou:
- Miguel, você não quer desenhar comigo?

E o Miguel veio e eles fizeram uma porção de desenhos, e o Miguel ensinou a Lulu a fazer um automóvel e a Lulu ensinou o Miguel a fazer um elefante. Aí o Miguel ensinou a Lulu a fazer um foguete que voava direitinho. E a Lulu ensinou o Miguel a recostar umas bonecas engraçadas.

E a Lulu se divertiu muito mais do que quando ela ficava desenhando sozinha...

A Arca de Noé

Textode Ruth Rocha
A Arca de Noé

Esta história é muito,
Muito antiga.
Eu li
Num livrão grande do papai,
Que se chama Bíblia.
É a história de um homem chamado Noé.

Um dia, Deus chamou Noé.
E mandou que ele construísse
Um barco bem grande.
Não sei por quê,
Mas todo mundo chama esse barco
De Arca de Noé.
Deus mandou
Que ele pusesse dentro do barco
Um bicho de cada qualidade.

Um bicho, não. Dois.
Um leão e uma leoa...
Um macaco e uma macaca...
Um caititu e uma caititoa...
Quer dizer, caititoa não,
Que eu nem sei se isso existe.
E veio tudo que foi bicho.
Girafa, com um pescoço
Do tamanho de um bonde...

Tinha tigre de bengala.
Papagaio que até fala.
E tinha onça-pintada.
Arara dando risada,
Que era ver uma vitrola!
E um casal de tatu-bola...

Bicho d´água, isso não tinha,
Nem tubarão, nem tainha,
Procurando por abrigo.
Nem peixe-boi nem baleia,
Nem arraia nem lampreia,
Que não corriam perigo...

E zebra, que parece cavalo de pijama...
E pavão, que parece um galo
Fantasiado pra baile de carnaval.
E cobra, jacaré, elefante...
E paca, tatu e cutia também.
E passarinho de todo jeito.
Curió, bem-te-vi, papa capim...

E inseto de todo tamanho.
Formiga, joaninha, louva-a-deus...
Eu acho que Noé
Devia Ter deixado fora
Tudo que é bicho enjoado,
Como pulga, barata r pernilongo,
Que faz fiuuummm no ouvido da gente.
Mas ele não deixou.
Levou tudo que foi bicho.

Tinha peru, tinha pato.
Tinha vespa e carrapato.
Avestruz, carneiro, pinto...
Tinha até ornitorrinco.
Urubu, besouro, burro.
Gafanhoto, grilo, gato.
Tinha abelha, tinha rato...

Quando a bicharada
Estava toda embarcada,
E mais a família do Noé todinha,
Começou a cair uma chuvarada.
Mas não era uma chuvarada
Dessas que caem agora.
Você já viu uma cachoeira?
Pois era igualzinho
A uma cachoeira caindo,
Caindo, que não acabava mais.

Parecia o Rio Amazonas despencando.
E aquela água foi cobrindo tudo, tudo.
Cobriu as terras, cobriu as plantas, cobriu as árvores, cobriu as montanhas.
Só mesmo a Arca de Noé, que boiava em cima das águas, é que não ficou coberta.

E mesmo depois
Que passou a tempestade
Ficou tudo coberto de água.
E passou muito tempo.
Todo mundo estava enjoado
De ficar preso dentro da Arca,
Sem poder sair nem um bocadinho.

Os bichos até começaram a brigar.
Que nem criança,
Que fica muito tempo dentro de casa
E já começa a implicar com os irmãos.
O gato e o rato
Começaram a brigar nesse tempo
E até hoje não fizeram as pazes.

Até que um dia...
Veio vindo um ventinho lá de longe.
E as águas começaram a baixar.
E foram baixando, baixando...

E Noé teve uma idéia.
Mandou o pombo
Dar uma volta lá fora
Para ver como estavam as coisas.
Os pombos são ótimos para isso.
Eles sabem ir e voltar dos lugares,
Sem se perder, nem nada.

Por isso é que Noé escolheu o pombo
Para esse trabalho.
O pombo foi e voltou
Com uma folhinha no bico.

E Noé ficou sabendo
Que as terras já estavam aparecendo.
E as águas foram baixando
Mais e mais...

Então a Arca pousou
Sobre um monte.
E todo mundo pôde sair
E todo mundo ficou contente.
E todos se abraçaram
E cantaram.

E Deus pendurou no céu
Um arco colorido,
Todo de listras.

E esse arco queria dizer
Que Deus era amigo dos homens,
E que nunca mais
Ia chover assim na terra.
Você já viu, depois da chuva,
O arco-íris redondinho no céu?
Pois é pra sossegar a gente.
Pra gente nunca mais
Ter medo da chuva

O HOMEM E A GALINHA--------- RUTH ROCHA

Era uma vez um homem que tinha uma galinha.
Era uma galinha como as outras.
Um dia a galinha botou um ovo de ouro.
O homem ficou contente. Chamou a mulher:
- Olha o ovo que a galinha botou.
A mulher ficou contente: – Vamos ficar ricos!
E a mulher começou a tratar bem da galinha.
Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha.
Dava pão-de-ló, dava até sorvete.
E a galinha todos os dias botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Pra que este luxo todo com a galinha?
Nunca vi galinha comer pão-de-ló…
Muito menos sorvete! Vai que a mulher falou:
- É, mas esta é diferente. Ela bota ovos de ouro!
O marido não quis conversa:
- Acaba com isso, mulher. Galinha come é farelo.
Aí a mulher disse:
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim! – o marido respondeu.
A mulher todos os dias dava farelo à galinha.
E a galinha botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão!
A galinha pode muito bem comer milho.
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim. – respondeu o marido.
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha.
E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Pra que este luxo de dar milho pra galinha?
Ela que cate o de-comer no quintal!
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim – o marido falou.
E a mulher soltou a galinha no quintal.
Ela catava sozinha a comida dela.
Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro.
Um dia a galinha encontrou o portão aberto.
Foi embora e não voltou mais.
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão-de-ló.


Ruth Rocha, Enquanto o mundo pega fogo,2. ed.
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984.p.14-9.

SOMBRAS ASSUSTADORAS

SOMBRAS ASSUSTADORAS

A coisa aconteceu mais ou menos assim: era aniversário do Marquinho da minha classe e lá fomos nós, um bando de meninos e meninas na sua festa. Comemos, bebemos, pulamos, gritamos, falamos, cantamos... até não poder mais. 
Lá pelas tantas, todo mundo cansado de comer, beber, correr, gritar, pular e cantar, fomos sossegando e sentando num sofá marrom, num dos cantos da sala. Marquinho, eu, Rita, Felipe, Marisinha, Tiago e Kikão. Era hora do bate-papo mais próximo, do assunto mais íntimo. Conversamos durante uma boa meia hora. Os assuntos iam e vinham com incrível facilidade e velocidade. Falávamos de jogos, de televisão, de escola, dos irmãos, dos inimigos. 
A certa altura da conversa, quando a sala estava quase vazia e só nós conversávamos ali no canto, o assunto que veio foi o medo. Não o medo da professora e da bronca da mãe, nem o medo de apanhar do vizinho maior ou medo de levar bomba na escola. O medo de que começamos a falar era o medo de almas do outro mundo, de cemitérios, de defuntos, de mortos-vivos... De todos nós, Marquinho era o mais quieto e o que menos falava.
- Pô, Marquinho, você está com tanto medo que nem abre a boca?!
Ele mal abriu a boca para explicar:
- É medo, mesmo.
Felipe entrou na conversa.
- Medo de quê, cara? Medo é coisa de mulher!
As meninas, discordando da afirmação, mas também com medo, não abriram a boca, enquanto ele continuava a provocação:
- Medo é coisa de maricas, Marquinho.
Marquinho tentou explicar-se:
- Eu tenho medo mesmo. E não tenho vergonha de dizer. Se você quiser achar que é só mulher que tem medo, problema seu!
- Chiii! Cada homem medroso... parece mulherzinha.
Eu também entrei na conversa.
- Quer dizer que você não tem medo, Felipe?
Ele olhou para mim, com uma cara que eu não entendi se era de gozação ou de medo disfarçado, e respondeu:
- Não tenho, não. Medo passa longe de mim.
O diz-que-diz rolou mais um pouco, com Felipe, provocador, dizendo não ter medo de nada e o resto de nós não acreditando na sua exibição. Foi o próprio aniversariante quem deu a dica para passarmos a limpo nossa discussão.
- Você pode provar para nós que não tem medo?
- Posso.
- Agora?
- Qualquer hora.
- Então vou te fazer uma proposta. Se você provar que não tem medo, eu vou na escola vestido de mulherzinha...
- E se eu não provar?
- Você vai na escola, durante a semana inteira, com uma placa de cartolina, na qual escreveremos “eu sou medroso”. Você topa?
Esfregando as mãos, aparentando satisfação imensa, Felipe respondeu imediatamente:
- Está topado. Topadíssimo! Pode fazer a proposta.
Marquinho pensou por alguns segundos, enquanto todos nós fizemos um silêncio esperançoso.
- Você deverá sair dessa sala, passar pela cozinha, abrir a porta e entrar no salão sem acender as luzes!
O salão ao qual Marquinho fazia referência era o salão que ficava no fundo do quintal da sua casa, onde tinha sido feita a sua festa de aniversário. Era um salão grande, mas separado da casa pelo quintal. Estava tudo escuro.
- Prepare-se, Marquinho. Quero ver você vestido de mulherzinha na escola...
- Não cante vitória antes, Felipe!
- A vitória é para já! Felipe ia saindo quando Marquinho deu-lhe uma última recomendação:
- Só quero que você saiba o seguinte: quando nós mudamos para essa casa, toda a vizinhança dizia que o salão era mal assombrado, que, no escuro, duas sombras humanas ficam vagando lá dentro. Eu não acredito nisso de sombra; eu só escuto vozes gemendo à noite. Mas acho que você não se incomoda com essas coisas, né?!
Eu juro que vi o Felipe atrapalhar-se com um risinho meio nervoso e diminuir levemente seus passos. Seria medo?
Bem... a resposta todos nós ficamos sabendo, menos de um minuto depois que ele saiu pela cozinha e se dirigiu ao salão. E foi uma resposta curta, seca e grossa: um grito bem dado, uma mistura de “ui, iau, uáá”, um berro bem sonoro, bem forte, que saiu de dentro do seu peito, passou pela sua garganta e veio correndo de volta, até a sala onde estávamos. Felipe chegou esbaforindo-se, quase primeiro que seu próprio grito, derramando-se de susto.
- Eu vi... eu vi...
Marquinho, já saboreando a derrota do falso corajoso, perguntou-lhe:
- Viu o quê? E Felipe, sem pose nenhuma, foi explicando:
- Eu vi as sombras...
Marquinho caiu na gargalhada.
- Que sombras: eu inventei isso! Não tem sombra nenhuma.
- Claro que tem! Eu vi!
- Você viu foi o seu medo, Felipe.
- Vamos lá, vocês vão ver... eu mostro...
A esta altura da farra, fomos todos em bando, para o salão de festas ver as tais sombras. E não é que era verdade? Felipe tinha visto sombras assustadoras lá dentro, mas eram sombras das bexigas penduradas no teto, dos enfeites nas paredes e das pás do grande ventilador. Claro, todas essas coisas misturadas pelo vento suave que invadia o salão mais o medo de Felipe fizeram-no ver as sombras mais tenebrosas da sua vida.
A festa terminou assim, com aquele sabor de refrigerantes, sombras assustadoras e esperança de muita brincadeira na semana inteira. Afinal, alguém frequentaria as aulas com a tabuleta “eu sou medroso”.
(Fonte: GARCIA, Edson Gabriel. Meninos e meninas – emoções, sentimentos e descobertas. São Paulo, Edições Loyola, 2002. p.35-38



Que crianças faziam parte da turma?



Motivo do encontro


Local aconteceu o encontro

O que eles fizeram juntos?

) Em que momento da festa surgiu à conversa sobre o medo?

Quais medos que não faziam parte da conversa

,Medos que faziam parte da conversa



) Essa conversa fez algumas crianças sentirem medo. Pensando no momento e no local em que eles estavam conversando, o que pode ter contribuído para que as crianças sentissem medo? 



Responda:
a) Por que Marquinhos e Felipe discutiram? 
______________________________________________________________________________________________________

b) Quem estava com a razão? Explique sua resposta. 
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________





c) Num primeiro momento, Felipe estava confiante que venceria a aposta. Copie uma informação do texto que comprove essa afirmativa. 

________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
d) Que truque Marquinho usou para vencer Felipe? 


Em sua opinião, por que Felipe sentiu medo de coisas que não existiam? 

A MULA-SEM-CABEÇA
A MULA-SEM-CABEÇA

___ Onde houver um pequeno ajuntamento de casas rodeando uma igreja , com noites silenciosas e escuras , haverá casos de aparição da Mula-sem-Cabeça.

Dizem que é uma mulher que namorou um padre e , por isso , foi castigada.Toda passagem da noite de quinta para sexta-feira , ela vai até uma encruzilhada e ali acontece o encantamento.Depois , tem que percorrer sete freguesias ao longo daquela noite.(Freguesias eram pequenos povoados , no Brasil de antigamente.)

Mas veja que estranho: “Mula-sem-Cabeça” é só o nome desse mito.Na verdade , de acordo com a história que o povo conta , ela aparece como um animal inteiro , forte , lançando fogo pelas narinas e pela boca , onde tem freios de ferro.Nas noites de cumprir sua punição, ouve-se o seu galope violento , acompanhado de longos relinchos.Em alguns momentos , soluça como uma pessoa quando chora. Ninguém põe o pé fora de casa nessas noites.

Se alguém , bastante corajoso , tirar os freios de sua boca , o encanto se quebrará , e a Mula-sem-Cabeça voltará a ser gente , livre para sempre da maldição que a castiga.

Marcelo Xavier

As bruxas de pano Mário Quintana
As bruxas de pano

Mário Quintana

As bruxas de pano

Tão maternalmente embaladas
Pelas menininhas pobres

São muito mais belas

Do que as bonecas suntuosas como princesas__

Orgulho das vitrinas...

Essas humildes bruxas de pano.

Com seus olhinhos de conta,

Suas bocas tão mal desenhadas à tinta,

São muito mais belas porque mais amadas!


PESCARIA José Paulo Paes

PESCARIA

Um homem

Que se preocupava demais

Com as coisas sem importância

Acabou ficando com a cabeça cheia de minhocas.

Um amigo lhe deu então a idéia

De usar as minhocas

Numa pescaria

Para se distrair das preocupações .

O homem se distraiu tanto

Pescando

Que sua cabeça ficou leve

Como um balão

E foi subindo pelo ar

Até sumir nas nuvens.

Onde será que foi parar?

Não sei

Nem quero me preocupar com isso.

Vou mais é pescar.

José Paulo Paes

O Leão e o ratinho O Leão e o camundongo.

Texto 1
O Leão e o ratinho
Um leão esta dormindo e acordo com as cócegas que um ratinho lhe fazia ao correr no seu focinho. Com terrível rugido, o leão agarrou o importuno e ia devorá-lo, quando o ratinho disse:
_ Por favor, poupe minha vida! Eu saberei retribuir a sua generosidade!
O rei dos animais achou graça da pretensão do insignificante ratinho. Como é que um camundongo tão pequeno poderia fazer alguma coisa em favor de uma fera tão poderosa? Achou tanta graça que soltou o infeliz.
Tempos depois, o leão caiu numa rede Armanda pelos caçadores e ali se debatia quando chegou o ratinho, atraído pelos rugidos.
_ Espere um pouco! Disse o ratinho.
E, roendo as malhas da rede, libertou o leão.

“Na hora do perigo, os fracos podem ajudar os fortes.”
(Fábulas de Esopo)


Texto 2

Um camundongo humilde e pobre
Foi um dia cair nas garras de um leão
E esse animal possante e nobre
Não o matou por compaixão.

Ora, tempo depois, passeando descuidoso,
Numa armadilha o leão caiu:
Urrou de raiva e dor, estorceu-se furioso...
Com todo o seu vigor as cordas não partiu.

Então, o mesmo fraco e pequenino rato
Chegou: viu a aflição do robusto animal,
E, não querendo ser ingrato,
Tanto as cordas roeu, que as partiu afinal...

Vede bem: um favor, feito aos que estão sofrendo
Pode sempre trazer em paga outro favor.
E o mais forte de nós, do orgulho se esquecendo
Deve os fracos tratar com caridade e amor.

(Olavo Bilac)
INTERPRETAÇÃO DO TEXTO O LEÃO E O RATINHO - SÉRIE _______
ESCOLA ______________________________________________________________
NOME _____________________________ Nº __________ VALOR ____ PONTOS

1) Relacione as palavras ao seu significado de acordo com o texto:
“O leão e o camundongo”
(a) importuno ( ) sem importância, sem valor.
(b) generosidade ( ) bondade, gentileza
( c) pretensão ( ) que aborrece com insistência, impertinente.
(d) insignificante ( ) vontade ambiciosa, aspiração infundada
(e) possante ( ) piedade, dó, pena
(f) compaixão ( ) grande, majestoso, forte,

2) Leia atentamente o texto e encontre um significado para as palavras abaixo:
a) imprudência _________________________________________________________
b) súplica ______________________________________________________________
c) desprezo _____________________________________________________________
d) gratidão _____________________________________________________________

3) Numere, estabelecendo a relação entre a atitude e o fato que a exemplifica .
(a) imprudência ( ) Um ratinho corria no focinho do leão. Fazendo-lhe cócegas.
(b) súplica ( ) “Tanto as cordas roeu, que as partiu afinal...”
( c) desprezo ( ) Como é que um camundongo tão pequeno poderia
fazer alguma coisa em favor de uma fera tão poderosa?
(d) gratidão ( ) O leão passeava distraído pela floresta.
( ) Deixa-me viver!




4) Descreva as características físicas do:
a) Leão __________________________________________________________________________________________________________________________________________
b) Ratinho ___________________________________________________________________

5) Por que o leão soltou o ratinho, no texto de Esopo ( texto l)?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


6) Por que o leão não matou o camundongo, no texto recontado por Olavo Bilac?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


7) Explique a frase:
“ Eu saberei retribuir a sua generosidade”
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________


8) A situação apresentada por Esopo pode ser aplicada só aos animais? Por que?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


9) Que tipo de pessoas podem estar sendo representadas através das atitudes do leão e do rato? ___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

10_) Como se chamam as narrativas que no final apresentam uma “moral da história?
________________________________________________________________________________


ll) Você acha verdadeira a afirmação de que “na hora do perigo, os fracos podem ajudar os fortes”? Por quê? ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

12) Procure dar exemplos de situações em que os fracos podem ajudar os fortes.
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________